NOVAS CORES

Mostarda, pastel e telha, além de significarem respectivamente, mostarda, pastel e telha são empregados na nossa língua para designar cores, assim como abóbora, abacate e limão. Seguindo nessa linha, procurando enriquecer o nosso universo visual, lanço uma série de novas cores com diferentes matizes derivadas. Se não são novas, visualmente falando, servem para recorrência de estilo, literariamente falando.
Em relação ao azul, além do azul céu e do azul calcinha, sugiro o azul baleia e o azul bilhete, este indicado para trajar-se para ser despedido.
Para o verde, me vem à cabeça, ou aos olhos, o verde diarréia (puxado para o marrom), o bandeira (verdão), o verde cirrose (meio amarelado) e o verde papagaio, para roupas a serem usadas em manifestações em favor do verde ecologia.
O preto, apesar de não dar muita margem para variações, também apresenta tons correlatos, como o preto quadro-negro (meio ruço), o urubu, o preto unha e o preto telefone, para roupas clássicas, conservadoras.
Aqui vão outras tantas cores, ficando para a imaginação e criatividade de cada um a oportunidade de defini-las, cromaticamente falando, e de utilizá-las, quando for o caso:
- amarelo:  hepatite, sorriso, queijo.
- vermelho: raiva, turista, inflamação, bombeiro, Papai Noel.
- branco: voto, geladeira, esquecimento, cocaína.
- roxo: hematoma, inveja, gengiva.
- cinza: uniforme, elefante, poluição.
Creio que deu para pintar um colorido quadro de possibilidades visuais. O resto, como já disse, é com você.
Que tal comprar uma camisa verde diarréia ou uma roxo gengiva?